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Semsa promove atividade educativa sobre sintomas da tuberculose no Terminal de Integração 2

Para reforçar junto à população o alerta sobre os principais sintomas da tuberculose, que são tosse por duas semanas ou mais, febre vespertina, sudorese noturna e emagrecimento, profissionais de saúde realizaram na manhã desta terça-feira, 26/3, ação educativa no Terminal de Integração 2 (T2), bairro Cachoeirinha, zona Sul de Manaus.


A programação foi realizada pela equipe do Distrito de Saúde (Disa) Sul, da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), com distribuição de material educativo e orientação da população sobre sintomas, transmissão, diagnóstico e tratamento da doença.

De acordo com a técnica do Programa de Controle da Tuberculose no Disa Sul e coordenadora a ação, enfermeira Raquel Soares Leite, a programação foi idealizada como parte da Campanha de Mobilização e Luta contra a Tuberculose 2024, iniciada pela Prefeitura de Manaus no dia 4/3, que tem o objetivo de mobilizar a sociedade para a prevenção e controle da tuberculose.

“A ação faz parte das várias atividades que as unidades de saúde estão desenvolvendo no mês de março. É uma intensificação das ações para alertar sobre os sintomas e a alta incidência da tuberculose no município de Manaus. E o Disa Sul realiza ações de Educação em Saúde no T2 para ampliar essa divulgação, já que há grande circulação de pessoas e moradores de vários bairros da cidade”, informou Raquel Leite.

A enfermeira destacou ainda que as unidades de saúde estão reforçando o trabalho de prevenção e controle da doença, em especial na busca ativa de pessoas com sintomas da tuberculose.

“Um dos objetivos é intensificar a busca ativa, com identificação de pacientes sintomáticos respiratórios, que são as pessoas que apresentam tosse por duas semanas ou mais. Essa intensificação ocorre nas próprias UBSs, mas também nas visitas domiciliares realizadas pelas equipes de saúde”, afirmou Raquel Leite.

Em 2023, o município de Manaus registrou 2.816 casos de tuberculose, com aproximadamente 124 casos por 100 mil habitantes, o que representa a maior incidência da doença entre as capitais brasileiras. Este ano, entre 1º de janeiro e 18 de março, o número de casos novos registrados em Manaus chegou a 570. Desse total, 131 foram identificados tendo a zona Norte como área de residência, 176 com residência na zona Leste, 105 na zona Sul, 75 na zona Oeste e 14 na zona Rural, além de casos identificados ainda sem informações do bairro de residência.

Para a costureira Márcia Nunes Freitas, 41 anos, moradora do bairro Colônia Oliveira Machado, que estava no T2 aguardando ônibus para seguir ao local de trabalho, a ação para ampliar a divulgação das informações sobre os sintomas da tuberculose é importante para alertar a população.

“Um amigo meu teve tuberculose e ficou curado, mas foi demorado com seis meses de tratamento. Ele tinha tosse, muita tosse mesmo, e fez o exame para a doença. Então, eu acho que ação de panfletagem é importante porque tem muitos jovens que não conhecem a doença”, apontou Márcia Freitas.

As ações da Campanha de Mobilização e Luta contra a Tuberculose 2024 serão encerradas nesta quarta-feira, 27/3, com ações de educação em saúde em UBSs e busca ativa de sintomáticos respiratórios.

Transmissão

Doença infecciosa e transmissível, a tuberculose é causada pela micobactéria Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de Koch (BK), que afeta prioritariamente os pulmões. O principal sintoma é a tosse (seca ou com catarro) e por isso a recomendação é para que pessoas com tosse por duas semanas ou mais sejam examinadas, procurando uma das Unidades de Saúde da rede municipal para a realização de exames. Além da tosse, pode haver a manifestação de outros sintomas: febre vespertina, sudorese noturna e emagrecimento.

A transmissão da doença ocorre quando, ao falar, espirrar e, principalmente, ao tossir, as pessoas com tuberculose ativa, ainda sem iniciar o tratamento, lançam no ar partículas em forma de aerossóis que contêm bacilos, podendo transmitir a doença para outras pessoas, ou seja, o bacilo é transmitido pelo ar e a infecção acontece pela respiração.

Texto - Eurivânia Galúcio / Semsa

Fotos - Artur Barbosa / Semsa

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