Comunidades protagonizam debate sobre moradia e clima em encontro promovido pela Defensoria do Amazonas
Durante três dias, representantes da sociedade civil, especialistas e instituições discutiram sobre garantia de direitos, desigualdades socioambientais e ampliação da justiça climática na capital amazonense
A Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM) sediou, ao longo de três dias, o “Encontro Moradia e Justiça Climática: Conflitos Socioambientais em Favelas e Comunidades em Manaus”, reunindo especialistas, lideranças comunitárias e movimentos sociais para debater os desafios relacionados à moradia e ao meio ambiente na capital amazonense. As atividades foram encerradas nesta sexta-feira (29/5), na sede administrativa da Instituição, na Avenida André Araújo, nº 679, bairro Aleixo.
O evento foi promovido pela Habitat para a Humanidade Brasil, The Arc Amazônia, Fórum Amazonense de Reforma Urbana (FARU) e Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), por meio do Núcleo Especializado em Atendimento de Interesses Coletivos (DPEIC), e teve como principal destaque o protagonismo dos moradores de áreas de risco de Manaus, representados por lideranças comunitárias.
Hellen Kokama, representante da Associação Wainakana Ayukawarana, contribuiu com o debate ao apresentar o ponto de vista de indígenas que vivem em contexto urbano. A liderança mora em uma área reconhecida como sítio arqueológico, localizada no bairro Nova Cidade, Zona Norte de Manaus.
Em 2023, o local foi alvo de um processo de reintegração de posse. No entanto, a partir de uma mediação coordenada pela Defensoria Pública do Amazonas, foi firmado um acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Museu da Amazônia (Musa), garantindo a permanência de 3,5 mil famílias na área.
“Deveríamos ter mais encontros como esse, porque estamos falando dos nossos direitos”, disse. “Eu sou a prova viva de que, com diálogo, é possível fazer a diferença. A nossa comunidade foi salva graças a conversas assim”.
Entre os palestrantes do último dia do evento, o defensor público Carlos Almeida, coordenador da Defensoria Pública Especializada em Interesses Coletivos (DPEIC), colocou a Instituição à disposição para ampliar o suporte às comunidades diante da ausência de políticas públicas nos bairros.
“A conclusão aqui é que os movimentos sociais precisam de reforço para que sejam feitas entregas que hoje não são discutidas pela sociedade. E nós, como Defensoria, precisamos ser e seremos mais enfáticos ao darmos respostas efetivas para essa população”, afirmou o defensor.
“Trouxemos aqui pessoas que vivem em áreas de risco e sofrem constantemente com alagamentos e desbarrancamentos. A Defensoria tem acolhido esses casos, que serão encaminhados ao Poder Público. Foi um momento muito exitoso”, concluiu Adnamar Santos, assessor de Incidência Política da Habitat Brasil.
“Trouxemos aqui pessoas que vivem em áreas de risco e sofrem constantemente com alagamentos e desbarrancamentos. A Defensoria tem acolhido esses casos, que serão encaminhados ao Poder Público. Foi um momento muito exitoso”, concluiu Adnamar Santos, assessor de Incidência Política da Habitat Brasil.
Texto: Thamires Clair
Fotos: Lucas Silva / DPE-AM
Fotos: Lucas Silva / DPE-AM

Nenhum comentário